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Segunda-feira, Julho 21, 2008

"As the Last Human Spot in Me Dies" review


Os suecos ANACHRONAEON nasceram em meados de 2002 sob a designação HUMAN FAILURE. E foi sob esta designação que eles lançaram a demo "Human Failure". Em 2004, já sob a nova designação, estes senhores lançaram "As The Last Human Spot In Me Dies" e em 2007 foi editado o segundo CD deste colectivo sueco intitulado "The New Dawn". Apesar deste segundo álbum, irei falar-vos do primeiro álbum do colectivo.

O álbum arranca com uma malha instrumental, intitulada "Exordium" que nos transmite uma melancolia sem igual. A seguir temos "Anachronaeon", uma malha repleta de melodia onde o Sr. Carlsson revela a sua voz que, diga-se de passagem, é bastante limpa. Estamos na presença de um tema muito melódico com um bom trabalho de percussão e ao nível do que se faz no melodic power metal internacional. Este é um tema longo com mais de seis minutos de duração. O tema que se segue, "Tornado", é bastante mais forte e mostra o verdadeiro potencial deste duo. Mais uma vez, o trabalho de percussão está muito bom e somos envolvidos por uma sonoridade muito progressiva. Nesta malha o Sr. Carlsson mostra os seus dotes vocais no que diz respeito a vocalização mais fortes e rasgadas.


Segue-se "The English Wizard", um tema com uma voz forte e imponente. O instrumental está bom e é acompanhado muito bem pela voz do Sr. Carlsson. Destaco mais uma vez o óptimo trabalho do Sr. Andreas na bateria que mostra saber muito bem o k faz e o fabuloso trabalho de guitarra aqui apresentado pelo Sr. Carlsson. 
"The Amulet" é um tema que nos surge com uma certa melancolia mas que depressa é desfeita pela voz de Carlsson. O instrumental está bastante ritmado e não perde a coesão com as constantes alterações de velocidade. É um tema com uma estrutura forte e bastante progressiva. Chega-nos "Shadows Taking Over", uma malha simplesmente genial. É um tema que nos transmite uma tristeza profunda e de uma sonoridade ímpar. Neste tema o Sr. Carlsson mostra a sua voz em todo o seu esplendor. 

"Confession Of A Lost Soul" traz novamente a força perdida em "Shadows Taking Over". Este tema inicia-se com um trabalho instrumental muito bom onde o dueto deixa transparecer uma maturidade invejável. Neste tema encontramos vozes limpas e vozes guturais acompanhadas por um instrumental bastante sereno. Perto do fim temos "Reborn By Fire", um tema com um trabalho de guitarra invejável. Este tema é muito progressivo onde as mudanças de ritmo são constantes. Finalmente chega-nos "Sweet Tears Of Redemption", um tema onde a voz do Sr. Carlsson está no seu melhor. É uma malha muito coesa e pesada. É, sem duvida, um dos melhores temas deste trabalho. 

"As The Last Human Spot In Me Dies" é um álbum bom, mas poderia ser melhor. Na minha opinião as vocalizações mais rasgadas encaixam melhor no instrumental destes senhores e é pena o baixo estar um pouco perdido na sua sonoridade.

01. Exordium

02. Anachronaeon (Where people live in dreams)
03. Tornado
04. The English Wizard
05. The Amulet
06. Shadows taking over
07. Confessions of a Lost Soul

08. Reborn by Fire

09. Sweet tears of Redemption





A minha avaliação: 6
.5/10


Andreas Akerlind - Drums
Patrick Carlsson - Guitar, Bass & Vocals

[review by FR]

Cortesia da Stygian Crypt Productions

Sexta-feira, Julho 11, 2008

"God Among Slaves" review

Os NOCTEM surgiram no panorama underground em meados de 2001. Estes senhores são oriundos da nossa vizinha e Espanha e tocam um black metal muito próprio. O seu som consegue conter arranjos muito elaborados típicos de um atmospheric black metal e notam-se algumas influencias, entre elas CRADLE OF FILTH, mas nunca perdendo a sua identidade. Os NOCTEM contam já com 3 trabalhos editados. "God Among Slaves" é o ultimo trabalho deste colectivo editado em meados de 2007 e é sobre esse trabalho que vos vou falar.

"God Among Slaves" é um trabalho de pura devastação sonora, onde estes senhores mostram bem as suas influências e os seus ideais. "Berserker Of Destruction" é o primeiro tema deste curto álbum. É uma malha bastante forte e rápida onde podemos sentir na pele a música debitada pelo colectivo espanhol. Estamos na presença de duas vocalizações muito diferentes, uma muito groove e pesada e outra bastante rasgada ao estilo do tão conhecido Dani Filth. Gostei em especial da utilização de alguns arranjos que dão um toque muito bom à sonoridade global da malha, exemplo disse temos os coros femininos. Segue-se o segundo tema deste álbum, "Kiss Of Immortality" que é um tema fabuloso. Adorei a entrada desta malha, muito obscura mas com uma solidez invejável. Mais uma vez, somos presenteados por duas vocalizações destintas, que acompanham um instrumental mais melancólico e lento. As guitarras estão fantásticas e a inclusão de excertos de piano ficaram a matar. É notória a maturidade destes senhores e a maneira como conseguem escrever e tocar as suas musicas.


"God Among Slaves" é a primeira parte de um tema chamado "Yells In The Eternity". Esta é a malha que dá nome ao álbum e é uma das mais fortes do alinhamento. Neste tema descobrimos velocidades alucinantes e notas debitadas à velocidade de disparos de uma AK47. As vocalizações estão bastante coesas e preenchem na totalidade o instrumental fantástico aqui apresentado. A bateria está incansável que é acompanhada por duas guitarras simplesmente devastadoras. Segue-se "The Tongue Of Hell", uma malha com uma entrada bastante interessante e uma sonoridade que nos consegue prender às colunas. A voz de Beleth está fantástica e penetrante. É um tema muito melancólico mas que encaixa muito bem no alinhamento do álbum.

Finalmente chega-nos "Elected By The Sacred Flame", o 3º capítulo do tema "Yells In The Eternity", uma malha super rápida e forte. É uma malha bastante breve mas que nos transmite uma força e devastação sem igual.
"God Among Slaves" é sem duvida um álbum bastante bom que peca por não ter mais temas. É um álbum sóbrio com uma identidade própria e penso que estes senhores estão no bom caminho para atingirem um patamar superior. Aproveito ainda para relembrar que os NOCTEM irão dar três concertos por terras lusas (Braga, Porto e Setúbal).

01. Berserker Of Destruction
02. Kiss Of Immortality
03. Yells In The Eternity - Part I: God Among Slaves
04. Yells In The Eternity - Part II: The Tongue Of Hell
05. Yells In The Eternity - Part III: Elected By The Sacred Flame






A minha avaliação: 8.0/10


Beleth - Vocals
Exo - Guitar
Alashthorr - Guitar
Darko - Drums
Maleficer Mortem - Bass

[review by FR]

Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

"Course Of Evil" review

Os KOLTUM são uma banda de black metal nascidos no ano de 2006 pelas mãos dos senhores João "Tenebris" Ribeiro e João "Spulcrum" Ribeiro. Mais tarde juntam-se ao colectivo Fernando "Belzebu" Marques e, a fechar o line-up, Luís (Kryptus) Barroso. Já este ano, João "Spulcrum" Ribeiro, abandona o colectivo deixando os KOLTUM reduzidos a três elementos. O colectivo vimaranense lançou recentemente o seu trabalho de estreia, uma demo-tape de quatro temas, de puro black metal.

A abrir este trabalho temos "Hours Of Darkness", uma malha com uma entrada interessante. Desde os primeiros acordes sentimos influencias de BLACK FUNERAL e DARK FUNERAL. A malha é rápida quanto baste, e a bateria esta simplesmente demoníaca. As guitarras estão bem colocadas mas poderiam estar um pouco melhor. Neste tema podemos contar com vocalizações muito dark e típicas do black metal mais extremo e puro e conseguimos ainda, captar influências notórias de MAYHEM, CORPUS CHRISTII entre outros. Segue-se "Without Mercy", uma malha bastante rápida mas desta vez com uma bateria mais pausada e calma. Ao fim do primeiro minuto somos surpreendidos por um acalmar na sonoridade. Parece que nos querem deixar respirar antes de debitarem a devastação total nos nossos ouvidos. As vocalizações continuam muito dark e demoníacas a cargo de João Ribeiro.


Chega-nos a malha/titulo deste trabalho, "Course Of Evil" que mostra que estes "putos" vieram para ficar. É uma malha super rápida e brutal de puro black metal muito cru, como eu tanto gosto. As guitarras estão bastante distorcidas mas coesas. A bateria esta incansável com um bom trabalho de Luís Barroso. Finalmente chega-nos "Demon Of war" é uma malha, também ela, rápida q.b. com as vocalizações dignas de demónios e com um trabalho harmónico bastante bom. O instrumental podia estar um pouco mais alto mas no geral é um tema bastante forte e bom.

É bom saber que em Portugal ainda há pessoas que primam pela essência do black metal e do metal em geral. Apesar da falta de condições, há pessoas que continuam a lutar pela sua/nossa/vossa paixão. HAIL

01. Hours Of Darkness
02. Without Mercy
03. Course Of Evil
04. Demon Of War









A minha avaliação:
6.5/10


João "Tenebris" Ribeiro - Vocals & Bass
Fernando "Belzebu" Marques - Guitar
Luís "Kryptus" Barroso - Drums

[review by FR]

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

"Without Ray Of Hope" review


Este projecto nasceu pelas mãos do único elemento que o constitui. Philipp Skobelin, vocalista dos N.O.S.P.A. e baterista dos NOISE CLINIC e dos RIP, deu corpo e alma aos TEARS OF MANKIND no ano de 2002. Este senhor mostra ser entendedor de música e sabe compor material muito interessante. O primeiro fruto (leia-se álbum) dos TEARS OD MANKIND foi lançado em 2006. No entanto, o projecto russo encontra-se a preparar o próximo trabalho que, se tudo correr bem, verá a luz do dia ainda este ano. Este é um projecto de gothic doom metal muito atmosférico e melódico quando é necessário.

O álbum é composto por 11 temas muito variados e que se complementam bastante bem. A primeira malha, "Without Hope", soa um pouco a MOONSPELL a nível instrumental. Neste tema o Sr. Phil utiliza dois tipos de vocalizações. Inicialmente uma voz limpa de puro gothic metal que de vez em quando dá lugar a uma voz rasgada mais ao estilo de COB. Segue-se "Eternal Sadness", uma malha que aborda um tema bastante interessante. Aqui somos surpreendidos por grunhidos que criam uma atmosfera muito mais obscura. O instrumental foi muito bem conseguido, criando uma atmosfera sóbria e coesa apesar de haver um pouco de insanidade no ar....

Segue-se um tema bastante emocionante intitulado "Deep Inside The Silence". Este é um tema com uns expressivos 12:55 minutos. Um tema que viaja por vários tipos e várias influências musicais. Neste tema somos surpreendidos por uma voz masculina fantástica e também por uma voz feminina que proporciona um bom dueto. Apesar de achar que estas duas vozes não encaixam na perfeição, temos de dar o braço a torcer no que diz respeito à mensagem passada. Este é, sem duvida, um dos meus temas preferidos. Entretanto chega-nos o quarto tema, "Theme Of Laura", onde as vocalizações estão muito do meu agrado. Estamos na presença dum doom metal muito bem conseguido, onde viajamos por diversos tipos de vocalizações, ora rasgadas ora limpas, sem se perder a coesão do tema. O instrumental está bastante simples e bom.

Rapidamente chega-nos o quinto tema do alinhamento do projecto russo. "Emotion Oblivion" é um tema muito melancólico e triste. Gostei da atmosfera criada à volta deste tema. Ao passar o minuto 2, o tema explode com uma força enorme, mesmo antes de voltar à melancolia que o identifica. "From The Dark To Light" é um tema mais pesado. Podemos descobrir uma variação muito interessante de vocalizações e um instrumental bastante maduro e experiente. É um tema muito pausado mas que consegue captar bem a nossa atenção. A seguir temos "The River", uma malha que foge um pouco do conceito do álbum pois entra numa vertente mais folk. Apesar de tudo, gostei bastante desta malha. As vocalizações estão rasgadas e fortes acompanhadas por um instrumental bastante coeso.

"Never" é mais uma malha triste e de uma melancolia extrema. O autor aqui expressa as suas angustias, os seus medos e as suas incertezas. Somos abraçados por uma voz triste de inicio ao fim acompanhada por um instrumental muito suave e melancólico. "Through The Storm" é uma malha que trás de volta a energia. As vocalizações tornam a ser mais graves e grossas reforçando o corpo deste álbum. Na minha opinião, o Sr. Phil abusou um pouco no trabalho de sintetizador, tornando a malha por vezes maçadora. Já na recta final chega-nos "The Winter Dance", uma malha um pouco obscura que explora caminhos estranhos. É um tema bastante calmo e lento. A utilização de dois tipos de vozes distintos foi inteligente, dando assim, uma dinâmica maior à malha. O som de violino quase no fim do tema, dá um toque especial. Finalmente chega-nos "Sweet Harmony", uma malha cujo instrumental está bom e que envolve o ouvinte de inicio ao fim. Uma malha inteiramente instrumental que fecha este primeiro trabalho do projecto russo.


01. Without Hope
02. Eternal Sadness
03. Deep Inside The Silence
04. Theme Of Laura
05. Emotion Oblivion
06. From Dark To Light
07. The River
08. Never
09. Through The Storm
10. The Winter Dance
11. Sweet Harmony


A minha avaliação:
6.5/10


Philipp "Phil" Skobelin - Vocals, Guitar, Bass, Drums & Samples

[review by FR]

Cortesia da Stygian Crypt Productions

Domingo, Janeiro 20, 2008

"Ebony Veiled" review


Os KIMAERA são uma banda praticamente desconhecida do publico português. Nasceram em 2000 no Líbano pelas mãos do vocalista e guitarrista Jean Pierre. Estes senhores tocam um atmospheric doom death metal, onde podemos encontrar influências de bandas como NOVEMBERS DOOM, OPETH, MY DYING BRIDE, ANATHEMA, entre outras. Os KIMAERA lançaram o seu primeiro trabalho em 2004 e dois anos depois lançavam o seu álbum de estreia intitulado "Ebony Veiled".

É certo que este colectivo não trouxe nada de novo ao movimento, mas ninguém pode tirar o mérito a estes senhores. O colectivo Libanês apresenta aqui um projecto de qualidade e muito bem conseguido. "Ebony Veiled" é constituido por 8 temas surpreendentes. A primeira malha deste alinhamento chama-se "Disarray". É um tema muito atmosférico, cheio de arranjos e onde podemos descobrir vocalizações vindas de outro mundo. Segue-se o segundo tema "Among The Dead", uma malha onde podemos contar com um trabalho de baixo simplesmente brutal. As vocalizações encaixam muito bem no instrumental, fazendo por breves momentos lembrar os tão conhecidos OPETH. Podemos encontrar ainda, uma voz feminina acompanhada por violino, que dá um toque muito especial ao tema. Confesso que gostei bastante da utilização de violino neste projecto. Em "Idyllic Illusions" podemos contar com um ambiente muito melancólico no inicio. As vocalizações femininas, a cargo da ex-mebra Sabine, dão uma dimensão muito boa à malha e o tema vai ganhando corpo com o passar do tempo, onde os instrumentos se vão juntando, formando assim, um trabalho de grande qualidade. As vocalizações masculinas continuam muito rasgadas, contrastando muito bem com as vocalizações angelicais e limpas apresentadas pela voz feminina. Nesta malha somos assolados por explosões de sentimentos e de ilusões que nos trespassam o corpo.


Segue-se "The Day Innoncence Died", um tema onde podemos ver a maturidade do colectivo libanês. Gostei em especial da sonoridade produzida no inicio da malha que nos prende ao soar dos primeiros acordes. Mais uma vez, somos surpreendidos por uma voz feminina que nos tenta prender num abraço apertado. A voz do Sr. Pierre continua a altura do trabalho apresentado sempre acompanhado por um instrumental de grande qualidade e dedicação. Em "In a Dying Embrace" podemos contar, mais uma vez, com uma entrada bastante calma e muito clássica. O trabalho de violino a cargo de Milia, está simplesmente fabuloso. O Sr. Pierre surpreendeu pela positiva com o seu desempenho a nível vocal e o Sr. Simon Saade também está de parabéns pois apresentou aqui um trabalho de qualidade na bateria. As vozes femininas não ficaram esquecidas, encaixando-se lindamente no instrumental.

Chega-nos "God's Wrath", uma malha bastante longa com os seus expressivos 10:33 minutos. O inicio é muito forte, fazendo lembrar por momentos, os portugueses MOONSPELL. São pouco mais de 10 minutos de puro doom metal onde posso destacar um grande trabalho no teclado e os arranjos em violino. É uma malha com uma sonoridade mais progressiva, mas que encaixa muito bem neste alinhamento. Quase no final temos "
Mess of Hostility", um tema cujo inicio é bastante calmo. Mais uma vez estamos na presença duma sonoridade bastante atmosférica e bastante envolvente. As vocalizações estão bastante rasgadas e "distantes" como se viessem das profundezas de um poço. Podemos ainda encontrar um trabalho de guitarra cujo solo nos penetra o corpo e a alma. A finalizar temos a malha/titulo "Ebony Veiled", uma malha 100% atmosférica com vozes femininas e um trabalho de piano bastante acolhedor e relaxante acompanhado por violino.

Recomendo vivamente a escutarem este álbum com muita atenção.

01. Disarray
02. Among the Dead
03. Idyllic Illusions
04. The Day Innoncence Died
05. In a Dying Embrace
06. God's Wrath
07. Mess of Hostility
08. Ebony Veiled





A minha avaliação:
8.5/10


Jean-Pierre Haddad - Vocals & Guitar
Paul Garabed - Guitar
Milia - Violins
Simon Saade - Drums
Wissam Abiad - Bass
Said El Hayek - Keyboards

[review by FR]

Cortesia da Stygian Crypt Productions

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

"Ragnarök" review


Nascidos em 2002, os HEOROT tinham uma visão daquilo que queriam tocar. Após várias mudanças de nome, estes finlandeses lá se decidiram pelo nome HEOROT e pelo estilo musical que os completava. O colectivo finlandês toca um viking/folk metal muito caracteristico do seu país e com forte expressão medieval. Os HEOROT lançaram a sua primeira demo em 2005 intitulada "Yö Jahti. Em 2006 lançaram a sua segunda demo "Auringonkehrä" mantendo a sua sonoridade e influências intactas. Este seria ainda um ano que ficaria marcado pela morte do vocalista e fundador da banda. Teemu "Modsognir" Ollikainen (R.I.P.) deixava assim, os seu companheiros para sempre.

Em 2007, os HEOROT lançaram o seu primeiro álbum de estúdio intitulado "Ragnarök". Este é um álbum com 9 temas de puro folk/viking metal.
A primeira malha deste álbum chama-se "
Juhla nuotiolla", um tema com uma entrada que recorre à utilização de flauta e que nos transmite uma sonoridade muito antiga. É um tema totalmente instrumental e muito clássico. Segue-se "Ristiretki", um tema onde o Sr. "Tipi" deixa escapar a sua fogosa voz e nos surpreende pela positiva. As vocalizações estão bastaste forte e o instrumental que as acompanha é de puro viking/folk metal. Mais uma vez o Sr. "Tipi" recorre à flauta para recriar uma sonoridade mais medieval. Destaque ainda para o trabalho na percussão a cargo do Sr. Mikko.


Chega-nos o terceiro tema deste trabalho "Pyhä simasali", que se inicia pela flauta do Sr. Timo "Tipi". As vocalizações estão muito bem conseguidas. O instrumental está muito envolvente e sempre com o som da flauta a liderar o tema. As guitarras encontram-se muito coesas e quase sempre presentes. "Kansaansa vastaan" é uma das malhas mais exigente, especialmente a nível vocal. Aqui podemos encontrar tanto passagens calmas e lentas como passagens rápidas e fortes. Estamos, uma vez mais, na presença dum tema de puro folk metal cheio de arranjos de guitarra acústica. Em "Jättiläisen laulu" viajamos para terras distantes e tempos esquecidos. Mais uma vez a flauta é usada ate à exaustão. O trabalho de percussão esta simples mas eficaz e as vocalizações estão rasgadas q.b.

Segue-se "
Yö jahti", um tema instrumentalmente forte onde podemos destacar as guitarras pesadas e a voz muito semelhante à de uns FINNTROLL. Os coros são muito envolventes e a sonoridade continua com uma componente muito forte, no que diz respeito à música folk. "Mustat linnut" é o antepenúltimo tema deste alinhamento. É uma malha que gosto em especial pois somos brindados por uma anarquia interior que nos desperta óptimas sensações, sensações essas, sentidas à flor da pele. Gostei em especial das vocalizações aqui apresentadas pois encaixam muito bem quer no instrumental quer no estilo musical que se insere. Quase no fim, temos "Ylpeyden kiro", uma malha que se inicia pelos grunhidos do Sr. "Tipi". O instrumental está, mais uma vez, à altura de grandes bandas do movimento. Nota-se uma maturidade invejável nos acordes debitados pelo colectivo finlandês.
Por fim, surge-nos a malha/titulo, a fechar este alinhamento. "
Ragnarök", é uma malha que nos congela o pensamento e os sentidos. Momentos depois somos surpreendidos por um excelente instrumental que quebra essa barreira gelada. É um tema bastante melancólico e que nos transmite sentimentos muito puros...

Em suma, "Ragnarök" é um excelente álbum de folk/vicking metal que recomendo a todos os apreciadores deste estilo tão particular.


01. Juhla nuotiolla
02. Ristiretki
03. Pyhä simasali
04. Kansaansa vastaan
05. Jättiläisen laulu
06. Yö jahti
07. Mustat linnut
08. Ylpeyden kiro
09. Ragnarök




A minha avaliação:
8.0/10


Timo "Tipi" Nokelainen - Vocals, Guitar & Flutes
A.P. Konga - Guitar
Karri - Guitar
Mikko Nokelainen - Drums
Kimmo Intke - Bass
Jani - Keyboards

[review by FR]

Cortesia da Stygian Crypt Productions

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

"Gambling With The Devil" review

Os HELLOWEEN nasceram em 1980 em Hamburgo quando elementos de duas bandas, os IRON FIST e os POWERFOOL, decidiram juntar-se e criar uma das maiores bandas de power metal do mundo. Os HELLOWEEN foram também pioneiros no que toca ao estilo musical que praticam. Eles iniciaram um movimento que iria ficar na história, não so pelo som, mas pela quantidade de bandas e seguidores que conquistou em todo o mundo.
Com quase 30 anos de carreira, os HELLOWEEN têm um reportório invejável com 13 álbuns de estúdio entre eles os magníficos "Keeper Of The Seven Keys Part 1 e 2" lançados em 1987 e 88 respectivamente, o fabuloso "The Time Of The Oath" lançado em 1996 e o incrível "Better Than Raw" lançado em 1998. Pelos HELLOWEEN passaram excelentes músicos com especial destaque para o grande Kai Hansen (Iron Saviour e Gamma Ray) onde desempenhou as funções de vocalista e guitarrista nos inícios do colectivo germânico.

"Gambling With The Devil" inicia-se com uma pequena malha que serve de partida para o que se avizinha. "Crack The Riddle" deixa escapar a misticidade duma feira popular, onde podemos contar ainda com uma voz bastante penetrante. Segue-se "Kill It", uma malha onde podemos reviver velhas sonoridades deste colectivo germânico. As vocalizações estão muito dinâmicas e encaixam na perfeição, no instrumental rápido debitado pelo quinteto. As guitarras estão fabulosas e muito características deste tipo de música. "The Saints" é uma malha um pouco mais madura e sóbria do que a anterior, com a sua sonoridade muito melodic power. As vocalizações estão muito envolventes e somos surpreendidos por um excelente registo vocal por parte do Sr. Deris.

Em "As Long As I Fall" podemos contar com uma entrada de piano e uma voz robótica, que pessoalmente não gosto muito, mas que até se adapta bem ao instrumental aqui apresentado. Neste tema os HELLOWEEN exploram um ambiente mais futurista. Segue-se "Paint A New World", uma malha que ao soar dos primeiros acordes se identifica logo como sendo um tema dos HELLOWEEN. É uma malha cheia de identidade e espírito, cultivado pelo colectivo germânico durante décadas. Somos ainda brindados por um instrumental de luxo de fazer inveja a muita gente.



"Final Fortune" é um tema que nos lembra velhos temas dos HELLOWEEN. Aqui somos brindados por um ritmo constante e contagiante, onde as vocalizações do Sr. Deris lideram o colectivo. O trabalho no baixo a cargo do Sr. Markus está fantástico onde o teclado dá um toque de requinte à sonoridade da faixa. "The Beels Of The Seven Hells" é um tema de puro power metal onde as vocalizações estão simplesmente fabulosas. As guitarras estão muito rápidas e elaboradas e podemos contar ainda com um trabalho muito bom na percussão a cardo do mestre Daniel Löbe.
Em "Fallen To Pieces" podemos contar com uma malha que nos transmite uma misticidade escondida. Essa misticidade é-nos passada através de cordas de guitarra e de vocalizações limpas que nos envolvem de inicio ao fim... uma obra de arte.

"
I.M.E." é um tema que com um ritmo interessante, onde gostei em especial das vocalizações apresentadas pelo Sr. Deris. A bateria esta muito presente e forte, e as guitarras acompanham muito bem a melodia de inicio ao fim. A seguir temos "Can Do It ", uma malha com uma energia diferente mas estranhamente boa. Com "Dreambound" entramos na recta final deste álbum dos HELLOWEEN com mais uma boa interpretação do colectivo germânico. Neste tema as guitarras encontram-se super elaboradas onde descobrimos excelentes passagens. Mais uma vez o Sr. Deris deixa a sua assinatura com um desempenho fabuloso nas vocalizações. Gostei em particular, do som de cravo, a acompanhar o solo de guitarra. Destaque ainda para o fabuloso trabalho na percussão que está simplesmente de cortar a respiração. Finalmente chegamos ao fim com "Heaven Tells No Lies", uma verdadeira malha de melodic power metal.

Em suma, este não é mais um álbum dos tão conhecidos HELLOWEEN. É um novo trabalho, cheio de qualidade e dinamismo, bem ao jeito a que estes senhores nos habituaram.

01. Crack The Riddle (Intro)
02. Kill It
03. The Saints
04. As Long As I Fall
05. Paint A New World
06. Final Fortune
07. The Beels Of The Seven Hells
08. Fallen To Pieces
09. I.M.E.
10. Can Do It
11. Dreambound
12. Heaven Tells No Lies



A minha avaliação:
8.0/10


Andreas "Andi" Deris - Vocals
Michael "Weiki" Weikarth - Guitar
Sascha Gertner - Guitar
Daniel "Dani" Löbe - Drums
Markus Grosskopf - Bass

[review by FR]

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

"Immortalis" review


Em 1980 nascia uma das mais activas e produtivas bandas de thrash metal norte-americano. Os OVER KILL nasceram em New Jersey no seguimento de outro projecto, uma banda punk chamada THE LUBRICUNTS, pelas mãos dos senhores D. D. Verni (Carlo Verni) e Rat Skates(Lee Kundrat). Os OVER KILL contam já com 14 álbuns de estúdio editados, o primeiro dos quais lançado em 1984 ("Feel The Fire"). Apesar de muitas trocas de elementos, principalmente guitarristas e bateristas, os OVER KILL conseguiram manter uma carreira bastante coesa.

Estes senhores acabam de brindar a legião de fãs, espalhados por todo o mundo, com mais um grande trabalho de seu nome "Immortalis". Quererão eles dizer que são imortais? Bom, pelo menos para mim, são. Este novo álbum, reune 10 malhas de puro thrash metal ao estilo do que estes senhores nos têm vindo a habituar ao longo destes longos anos. "Devils In The Mist" é a malha de abertura deste novo álbum, um tema onde podemos descobrir a voz fantástica e inconfundível do Sr. Bobby Ellsworth. As guitarras encontram-se bastante rápidas e são acompanhadas pelo restante instrumental de uma forma presente e complementar onde nem um pequeno solo ficou esquecido. As vocalizações estão perfeitas, estando à altura dos trabalhos anteriores apresentados pela banda. Confesso que gosto bastante do registo vocal do Sr. Blitz. "What It Takes" é o segundo tema deste novo álbum. É uma malha onde podemos descobrir um baixo bastante forte e agressivo. A sonoridade está mais pausada e ritmada, ao contrário da faixa anterior. As vocalizações continuam fabulosas, conseguindo captar a atenção do ouvinte durante quase quatro minutos e meio.


Segue-se "Skull And Bones", uma malha com uma sonoridade inconfundível. Pode-se dizer que tresanda a OVER KILL. A voz do Sr. Blitz envolve-nos e podemos vislumbrar o instrumental fabuloso que se encontra por detrás deste tema. Podemos contar ainda com a participação especial do inconfundível Randall Blythe (LAMB OF GOD) que nos proporciona um belo dueto com o Sr. Blitz. Para finalizar, temos ainda um grande solo de guitarra.
"
Shadow Of A Doubt" é uma malha bem mais rápida e ritmada. Um tema que me fez lembrar o álbum "Necroshine" editado em 1999. Somos, uma vez mais, surpreendidos por arranjos de guitarra brutais, solos cortante e uma bateria avassaladora.

Em "
Hellish Pride" conseguimos captar uma sonoridade um pouco diferente. O instrumental está estranhamente bom assim como o registo vocal do grande Bobby Ellsworyth. Somos envolvidos por uma sonoridade bastante melancólica e com um ritmo marcante. O baixo está muito bom, conseguindo fazer-se ouvir em toda a malha. Por vezes somos brindados por solos de guitarra muito tímidos mas que dão à malha um toque de requinte. "Walk Through Fire" é o sexto tema deste novo álbum onde não ficou esquecido um solo de guitarra simplesmente magnífico. Uma vez mais, somos brindados por uma sonoridade muito típica do colectivo norte-americano. Segue-se "Head On", uma faixa que nos primeiros acordes me fizeram lembrar METALLICA, mas segundos depois essas semelhanças ficaram reduzidas a pó. As vocalizações estão brutais sempre acompanhadas por um instrumental bastante pausado e ritmado. O trabalho de guitarra está muito bom com um baixo e uma bateria sempre à altura. É um tema que demonstra a qualidade e maturidade alcançada pelo quinteto de New Jersey.

Entramos na recta final com "
Chalie Get Your Gun", um tema muito old-school, com um ritmo penetrante e interessante. O instrumental está bastante técnico e coeso fazendo desta uma das melhores malhas do alinhamento. É sem duvida uma malha que funciona como desabafo de coisas menos boas... "Hell Is" é o tema que se segue, uma malha que nos transmite sentimentos menos bons e com uma componente lírica bastante forte. Neste tema podemos contar com uma sonoridade muito old-school, principalmente nas duas guitarras e com um solo simplesmente fabuloso. A terminar temos "Overkill V... The Brand", uma malha com uma sonoridade muito bela, com excelentes arranjos nas guitarras e bateria. O baixo está sempre presente e podemos contar com um grande desempenho e dedicação destes 5 grandes músicos.

Em suma, "Immortalis" é sem duvida a afirmação de uma das maiores bandas de thrash metal de todos os tempos. É uma excelente maneira de comemorar os 28 anos de carreira e esperemos que hajam mais 28 pela frente... venham mais destes.

01. Devils In The Mist
02. What It Takes
03. Skull And Bones
04. Shadow Of A Doubt
05. Hellish Pride
06. Walk Through Fire
07. Head On
08. Chalie Get Your Gun
09. Hell Is
10. Overkill V
... The Brand



A minha avaliação:
8.5/10


Bobby "Blitz" Ellsworth - Vocals
Dave Linsk - Guitar
Derek Tailer - Guitar
Ron Lipnicki - Drums
D. D. Verni - Bass

[review by FR]

Quinta-feira, Novembro 15, 2007

"Bleed The Fifth" review

DIVINE HERESY pode ser um projecto relativamente recente, tendo em conta que, apenas surgiu em 2006. O criador deste projecto chama-se Dino Cazares. Sim, leram bem, o ex-membro e fundador dos FEAR FACTORY deu asas a este projecto e divide ainda o seu precioso tempo em outros dois projectos, os BRUJERIA e os ASESINO. Os DEVINE HERESY tocam um melodic death metal com algumas influências de metalcore. A juntar-se ao grande Dino Cazares temos o grande Tim Yeung (ex-Nile, ex-Hate Eternal, ex-Vital Remains, entre outros) na bateria, o Sr. Joe Payne (ex-Nile, ente outros projectos menos conhecidos) no baixo e o desconhecido Tommy Vext na voz.

O colectivo norte-americano acaba de lançar o seu álbum de estreia intitulado "Bleed The Fifht". A abrir este trabalho temos a malha/titulo onde podemos descobrir muitas influências metalcore. A bateria está soberba, o Sr. Tim Yeug "desanca naquelas peles como se não houvesse amanhã". A guitarra está à imagem do excelente trabalho que o seu líder tem vindo a desenvolver nestes longos anos de carreira. Em "Failed Creation" podemos ouvir a voz limpa do Sr. Tommy Vext, utilizando-a várias vezes ao longo desta malha. Confesso que o potencial deste senhor é impressionante pois consegue mudar entre vozes limpas e guturais duma forma impressionante. Mais uma vez podemos contar com uma bateria bastante forte e presente. Segue-se "This Threat Is Real", um tema bastante interessante que nos consegue roubar a atenção ao soar das primeiras notas. Temos uma entrada muito groove onde podemos ouvir claramente o baixo e a bateria numa sintonia impressionante. As vocalizações do Sr. Tommy estão muito próximas de um Phil Anselmo e o instrumental bastante ritmado e contagiante. A guitarra a cargo do Sr. Cazares está muito boa encaixando muito bem no ambiente criado pelo colectivo.


Chega-nos "Impossible Is Nothing" uma malha com um ritmo bastante diferente. Aqui as vocalizações estão bastante fortes acompanhadas por um instrumental cheio de graves. Diga-se de passagem que o trabalho de percussão está, mais uma vez, ao nível do trabalho que o Sr. Tim Yeug nos habituou. Neste tema podemos também ouvir o excelente trabalho a cargo do Sr. Payne nas cordas do seu baixo e um pequeníssimo solo do grande mestre Dino Cazares. "Savior Self" é um tema rápido e muito técnico. Os arranjos de guitarra foram muito bem conseguidos, captando a atenção do ouvinte. O Sr. Tommy mais uma vez mostra os seus dotes vocais no que diz respeito a vozes limpas.

"
Rise Of The Scorned" é uma das malhas mais fortes do álbum. é um tema com alterações constantes de ritmo e velocidade, mas não deixando o mais importante perder-se. A voz do Sr. Tommy encaixa muito bem no ambiente criado, conseguindo por vezes surpreender. É sem duvida uma grande faixa... "False Gospel" é um tema que nos envolve desde o primeiro acorde. Nota-se cada vez mais, que um dos elementos mais fortes é bateria. O ritmo da malha é contagiante e acolhedor não deixando o ouvinte afastar-se por um momento que seja. A colocação de voz está soberba e acompanha muito bem o instrumental. "Soul Decoded (Now And Forever)" é uma malha cheia de elementos metalcore. Pode-se dizer que o metalcore é o pilar deste tema onde encontramos um ritmo bastante temporizado acompanhado por uma raiva estranha na voz. Mesmo assim somos brindados por uma excelente performance na bateria e no baixo.

Entramos na recta final de "Bleed The Fifth" com "
Royal Blood Heresy". Este é um tema bastante forte, com um cheirinho a metalcore, é certo, mas nada de muito grave. As vocalizações estão uma vez mais rasgadas e fortes. Rapidamente chegamos ao fim com "Closure", uma malha simplesmente bela onde por segundos pensei estar a ouvir a voz do grande Nuno Rodrigues (W.A.K.O). O instrumental esta bastante acolhedor o que dá uma projecção ainda maior às vocalizações.


01. Bleed The Fifth
02. Failed Creation
03. This Threat Is Real
04. Impossible Is Nothing
05. Savior Self
06. Rise Of The Scorned
07. False Gospel
08. Soul Decoded (Now And Forever)
09. Royal Blood Heresy
10. Closure



A minha avaliação:
8.0/10


Tommy Vext - Vocals
Dino Cazares - Guitar
Tim Yeug - Drums
Joe Payne - Bass

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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

"Secret" review


Os THEE ORAKLE nasceram em finais de 2004. O colectivo transmontano toca um doom metal com influencias de gothic e death metal. A utilização de duas vocalizações distintas, à imagem do que os THEATRE OF TRAGEDY (um exemplo) faziam, tornam as malhas mais acolhedoras, dinâmicas e penetrantes. Os THEE ORAKLE lançaram a sua primeira demo, intitulada "Thee Orakle" em 2005. O colectivo ficou sedento de mais e decidiu brindar o publico, desta vez com um EP, intitulado "Secret".

Confesso que apenas conhecia a banda de actuações recentes ao vivo, pelo que estava bastante curioso em ouvir este trabalho.
"Secret" inicia-se com um tema totalmente instrumental e inspirador. Em "At The Gates Of Orakle" a sonoridade encontra-se bastante atmosférica e consegue abrir-nos o espírito para absorver o resto das malhas que se aproximam. "Emptyness" é a malha onde podemos descobrir as vozes dos THEE ORAKLE. As vocalizações a cargo de Mika são bastante limpas e penetrantes ao contrário das vocalizações do Sr. Pedro, que são rasgadas e guturais. O instrumental está bastante técnico e envolvente, onde podemos sentir ainda uma pitadinha de metal progressivo.



"Queen Of Creation" é uma malha que se inicia pela voz limpa de Mika, captando desde logo a nossa atenção. Depressa somos assolados pela voz rouca do Sr. Pedro que se destaca pelo meio de um instrumental bastante bom, com direito a excelentes arranjos de guitarra. É uma malha onde o colectivo transmontano debita toda a sua sabedoria e arte. Segue-se a malha/titulo deste primeiro EP. "Secret" é uma malha que aos primeiros acordes me faz lembrar MOONSPELL no seu inicio de carreira. Mais uma vez somos brindados por fabulosas vocalizações que parecem ter sido feitas uma para a outra, encaixando na perfeição. Neste tema somos ainda brindados por notas de piano que dão um toque muito especial na sonoridade da malha... pouco mais de 8 minutos de boa musica.

"Moment Of Eternity" é uma malha que me fez lembrar CREMATORY, devido ao timbre de voz aplicado pelo Sr. Pedro. Esta é uma das melhores malhas do alinhamento com um dueto bastante bom e um instrumental simplesmente acolhedor. Mais uma vez somos brindados por um fabuloso trabalho nas cordas. Segue-se "Sea Of Life", uma malha que nos rasga o coração a cada nota debitada com um excelente trabalho por parte do Sr. Luis a cargo do teclado. A sonoridade está muito coesa mostrando uma enorme maturidade por parto do colectivo. A fechar este trabalho dos THEE ORAKLE podemos contar com um tema bonus que não é mais do que "Secret" com uma sonoridade um pouco diferente.

"Secret" é um trabalho onde podemos ver a dedicação e amor pela musica do colectivo transmontano. Espero ouvir um LP em breve pois confesso que fiquei com sede de mais. Para quem quiser ver ou rever os THEE ORAKLE deixo aqui o convite para o "Lusitanea de Peso Metalfest II " a decorrer nos próximos dias 7 e 8 de Dezembro no TIMEOUT CAFÉ em Ovar.


01. At The Gates Of Orakle
02. Emptyness
03. Queen Of Creation
04. Secret
05. Moment Of Eternity
06. Sea Of Life
07. Secret (Bonus (Radio Edition))



A minha avaliação:
7.5/10


Mika - Vocals
Pedro - Vocals
Daniel - Bass
Ricardo - Guitar
Romeu- Guitar
Fred - Drums
Luis - Keyboards

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Domingo, Novembro 04, 2007

"Deadlight" review

Os BEFORE THE DAWN nasceram na Finlândia pelas mãos do Sr. Tuomas Saukkonen em 1999. Este é o projecto a solo do Sr. Tuomas onde ele debita o seu gothic metal com influências de melodic death e de progressive metal. O primeiro trabalho (leia-se demo) foi editado em 2000 sob o titulo "To Desire" totalmente composto pelo Sr. Tuomas à excepção da bateria. BEFORE THE DAWN continua a ser um projecto a solo, contando com mais quatro elementos para as sessões ao vivo e gravações de estúdio.

O projecto Finlandês conta já com quatro álbuns de estúdio. "My Darkness" que viu a luz em 2003, "4:17 am" em 2004, "The Ghost" em 2006 e finalmente o recém lançado "Deadlight". Pode-se dizer que este último álbum não foge aos trabalhos anteriormente apresentados, mantendo-se fiel à sonoridade da banda. "
Wrath" é o primeiro tema do álbum. Uma malha com uma bela entrada, que nos abre o apetite para as 10 malhas que constituem este alinhamento. Estamos na presença de um instrumental bastante coeso onde podemos encontrar vocalizações limpas, rasgadas e até pequenos coros. Segue-se "Faithless", um tema cheio de paixão, onde somos bombardeados por sentimentos e por um excelente instrumental. Mais uma vez as vocalizações a cargo do Sr. Tuomas encaixam bem e envolvem-nos em toda a sua dimensão. O uso de diferentes tipos de vocalizações dá, à malha e até mesmo ao álbum, uma dinâmica bastante boa.


"Fear Me" é a terceira malha deste alinhamento. Uma malha melodic death em toda a sua força com uma sonoridade rápida q.b. que acompanha a voz rasgada do Sr. Tuomas do inicio ao fim. É uma malha bastante coesa e penetrante. "Eternal" começa com um trabalho instrumental bastante bom, sobretudo a nível da percussão. Mais uma vez somos brindados pela voz rasgada do Sr. Tuomas. Chega-nos "Morning Sun", uma malha que me apaixonou... aqui podemos ouvir e sentir sensações que nos envolvem em abraços apertados. As vocalizações limpas penetram no nosso coração como lâminas afiadas. É um tema cheio de sentimento e que nos transmite sentimentos. Neste tema gostei em especial do baixo pois está no seu melhor e sempre presente.

"
Deadsong" é uma malha onde conseguimos sentir uma certa influência de melodic power metal na sua sonoridade. As vocalizações estão limpas e belas acompanhadas por um instrumental bastante sóbrio e envolvente. Por vezes somos surpreendidos por coros que dão um toque de requinte ao tema. "Guardian" é a faixa que se segue, onde as vocalizações mais rasgadas voltam a reinar. Estamos na presença duma sonoridade bastante compacta e coesa. O instrumental está simples mas eficaz, conseguindo captar a nossa atenção de inicio ao fim. Em "Star Of Fire" podemos encontrar um instrumental de luxo. O baixo está no seu melhor, acompanhando ao mais alto nível, os restantes instrumentos. Esta malha é rica em vocalizações, desde rasgadas, limpas e até femininas que encaixam bastante bem na sonoridade. Segue-se "Reign Of Fire" quase a fechar o álbum. É uma malha de bom melodic death metal onde podemos descobrir excelentes arranjos. A sonoridade está rápida e sempre presente e não se deixa cair em repetições abusivas. Finalmente "..." uma malha bastante progressiva onde podemos contar com vocalizações femininas e com a inconfundível voz do Sr. Tuomas. Uma malha com uma componente gothic metal bastante forte.

Estamos na presença de um álbum envolto em tempestades de emoções e sentimentos escritos pelo punho do Sr. Tuomas Saukkonen. Fica qui mais uma sugestão.

01. Wrath
02. Faithless
03. Fear Me
04. Eternal
05. Morning Sun
06. Deadsong
07. Guardian
08. Star Of Fire
09. Reign Of Fire
10. ...



A minha avaliação:
7.5/10


Tuomas Saukkonen - Guitar & Vocals
Juho Räihä - Guitar
Lars Eikind - Bass
Joel Mäkinen - Keyboards
Aatu Mukka - Drums

[review by FR]

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

"New Religion" review


OS PRIMAL FEAR nasceram na Alemanha em 1997 pelas mãos do ex-GAMMA RAY Ralf Scheepers, Mat Sinner, Stefan Leibing e Tom Naumann. Desde logo se afirmaram na cena heavy/power metal onde as características vocais do Sr. Ralf Scheepers se aproximam bastante das de Rob Halford. O primeiro álbum dos PRIMAL FEAR viu a luz do dia em 1998. Nove anos depois e após mais alguns lançamentos, estes senhores lançam o seu novo trabalho intitulado "New Religion" que conta com a participação da tão conhecida Simone Simon's dos EPICA.

"Sigh Of Fear" é o primeiro tema deste novo álbum. Uma malha com um trabalho de percussão bastante interessante no inicio e onde podemos sentir a verdadeira essência do power metal ao brotar das primeiras notas e vocalizações. Somos ainda brindados pelas excelentes vocalizações a cargo do ex-GAMMA RAY Ralf Scheepers acompanhadas por um instrumental muito power metal. "Face The Emptiness" é uma malha com um instrumental mais sóbrio e forte. As vocalizações estão mais limpas encaixando bastante bem na sonoridade melodic power apresentada pelo colectivo germânico. Segue-se "
Everytime It Rains" com a participação especial da inconfundível Simone Simon's que nos proporciona um belo dueto. As vozes entrelaçam-se duma maneira simplesmente perfeita. Na minha opinião, o instrumental podia estar um pouco mais pesado e técnico. Mesmo assim é um grande registo dos PRIMAL FEAR onde podemos contar com um trabalho de guitarra muito bom.


Chega-nos a malha/título "New Relogion", uma malha muito mais forte instrumentalmente. As vocalizações estão muito boas onde podemos vislumbrar o que de melhor os PRIMAL FEAR sabem fazer. Um óptimo momento de melodic power metal apresentado pelo colectivo germânico. Podemos ainda contar com um grande solo de guitarra muito característico deste tipo de sonoridade. "Fighting The Darkness" é uma malha bastante calma onde podemos descobrir por segundos sentimentos calmos brotarem dentro de nós. A sonoridade está bastante acolhedora parecendo, por breves segundos, estar-mos a ouvir DEF LEPPARD. Somos, uma vez mais, brindados por um excelente solo cheio de paixão e por um excelente trabalho de violino que nos envolve. São quase 9 minutos de excelentes momentos musicais.

"Blood On Your Hands" é uma das malhas mais pesadas do alinhamento apresentado. O instrumental está bastante coeso e sóbrio. As vocalizações estão muito metálicas e penetrantes, as guitarras muito mais distorcidas do que em malhas anteriores e podemos ainda contar com um grande solo. "
The Curse Of Sharon" é o sétimo tema do álbum, uma malha forte onde o Sr. Ralf Scheepers mostra a sua voz mais limpa e power. É um tema que flui bastante bem pelas nossas cavidades auditivas cravando-se nas nossas cabeças. Segue-se "Too Much Time", uma malha que assenta basicamente no refrão. É um tema ao bom estilo dos HELLOWEEN, onde podemos encontrar vários tipos de vocalizações, coros e um instrumental bastante técnico.

Entramos na recta final com "Psycho", um tema que nos envolve bastante bem. Gostei em especial do registo vocal do Sr. Ralf Scheepers neste tema. As guitarras estão distorcidas q.b. dando à malha uma sonoridade mais dramática não esquecendo ainda um grande solo. Em "World On Fire" conseguimos captar, uma vez mais, a sonoridade mais melódica que o colectivo germânico consegue debitar dos seus instrumentos. O baixo neste tema é digno de destaque pois está bastante audível em toda a malha. Penso que apenas faltou um pouco mais de garra na tarola... mas não se pode ter tudo. Finalmente chega-nos "The Man (That I Don't Know)". É uma malha bastante melancólica onde podemos contar com uma fabulosa guitarra mais clássica a acompanhar as vocalizações. Neste tema podemos ouvir o verdadeiro potencial do Sr. Scheepers e um grande instrumental a acompanhar. É uma das melhores malhas do alinhamento dada a qualidade com que nos foi apresentada.

Eis um bom álbum de power metal que merece ser ouvido várias vezes com muita atenção. Fica aqui mais uma sugestão para os mais curiosos.

01. Sign Of Fear
02. Face The Emptiness
03. Everytime It Rains
04. New Religion
05. Fighting The Darkness
06. Blood On Your Hands
07. The Curse Of Sharon
08. Too Much Time
09. Psycho
10. World On Fire
11. The Man (That I Don't Know)


A minha avaliação: 7.5/10


Ralf Scheepers - Vocals
Stefan Leibing - Guitar
Henny Wolter - Guitar
Mat Sinner - Bass & Vocals
Randy Black - Drums

[review by FR]

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

"Doomsday X" review

Os MALEVOLENT CREATION nasceram em Nova York em finais da década de 80. Estes senhores começaram a tocar um death metal ao bom estilo daquele que era praticado na Flórida. Hoje estes senhores mostram influencias de thrash metal, mas nunca abandonaram o death metal que tanto os caracterizou no inicio da sua carreira. Pelos MALEVOLENT CREATION passaram muitos elementos, principalmente bateristas. O Sr. Fabian Aguirre é, nada mais nada menos, do que o sétimo baterista deste colectivo, onde ainda destaco o grande Tony Loureano (ex. Nile, ex-Dimmu Borgir, ex-Angel Corpse, ex-God Dethroned, ex-Acheon e actualmente nos Belphegor). Pelo colectivo passou também o guitarrista Rob Barret (Cannibal Corpse e Hate Plow).

O colectivo norte-americano conta já com 10 álbuns, o primeiro dos quais
"The Ten Commandments" editado em 1990. Os MALEVOLENT CREATION acabam de lançar o seu novo trabalho e mais uma vez brindaram-nos com um trabalho de qualidade e de dedicação a este movimento tão restrito. "Cauterized" é a primeira malha deste novo álbum. Uma malha com uma entrada inicialmente bastante melancolica e pausada mas que rapidamente ganha uma velocidade digna de qualquer banda de speed thrash. A voz do Sr. Brett Hoffman está, como é habito, muito rasgada ao bom velho estilo do death metal praticado por estes senhores. A bateria possui um ritmo bastante matemático e as guitarras destroem tudo à sua volta. "Culture of Doubt" é uma malha de puro death metal muito ao estilo praticado na actual residência do colectivo, ou seja, na Flórida. A voz continua rasgada e desta vez podemos contar com um trabalho mais diversificado na bateria. As guitarras continuam a desafiar-se muito bem. Neste tema podemos ainda ser brindados por um excelente trabalho do Sr. Marco Martell com o seu baixo. A malha sofre uma brusca mudança de ritmo mas isso não afecta a mensagem que os norte-americanos querem passar onde podemos ainda contar com um brutal solo de guitarra bem ao estilo do que se ouvia nos anos 80.


Chega-nos "Deliver My Enemy" onde podemos contar com a participação do Sr. Mick Thomson dos Slipknot no segundo solo de guitarra. Esta malha tem um ritmo completamente diferente do resto do alinhamento. As guitarras estão muito fortes e a bateria destrutiva. As vocalizações continuam rasgadas mas sempre envolventes. Segue-se "Archaic", um tema bastante rápido e com uma voz um pouco mais groove. Este tema instrumentalmente assemelha-se muito ao que os DEICIDE fazem, mas sempre com a assinatura da banda. O trabalho de guitarra esta muito bom, onde podemos captar diferentes sonoridades e estilos naquelas cordas. A bateria está bastante rápida e coesa dando à malha uma força incrível. "Buried in a Nameless Grave" é uma malha fantástica que se aproxima muito de um brutal death metal, mas nunca ultrapassa essa tão ténue barreira. Todo o instrumental funciona e acompanha as vocalizações de uma forma bastante coesa.

"Dawn of Defeat" é uma malha bastante mais lenta e ritmada. Gostei em especial do trabalho de percussão apresentado, onde o Sr. Fabian Aguirre mostra a sua técnica. Segue-se "Prelude to Doomsday" um tema com um trabalho de guitarra muito interessante e onde a pedaleira dupla do Sr. Aguirre não tem descanso. Um tema sem vocalizações mas com um trabalho instrumental fora de série. Estes senhores sabem mesmo tocar... Rapidamente chega-nos "Upon Their Cross" uma malha espectacular. Somos envolvidos por uma sonoridade bastante forte e penetrante. A bateria não nos sai da cabeça e as vocalizações rasgam-nos a pele como dentes afiados. É sem dúvida um excelente registo dos MALEVOLENT CREATION.

"
Strength in Numbers" é o nono tema do álbum, uma malha com um instrumental mais compacto e coeso, parecendo um pelotão de fuzilamento. Podemos contar com um excelente trabalho nas cordas e como sempre na bateria. As guitarras parecem metralhadoras a disparar sem qualquer receio. É um tema com muitas influencias de thrash metal, principalmente na vertente europeia da cena. Entramos na recta final com "Hollowed", uma faixa no mínimo interessante onde podemos encontrar passagens de ritmo e velocidade muito bem feitas. A bateria está brutal e sempre acompanhada por um instrumental de luxo. É mais um tema digno de ser ouvido com atenção. Um tema cheio de pequenas grandes surpresas que nos prendem durante 4:35 minutos. "Unleash Hell" é uma malha muito madura onde podemos deliciar-nos com mais um instrumental de luxo. Podemos contar com um grande solo de guitarra e com uma bateria muito presente, como tem vindo a ser habitual neste álbum. Temos ainda um segundo solo muito mais técnico e elaborado do que o primeiro, mas com um cheirinho a pouco. E finalmente chega-nos "Bio-Terror", uma malha onde podemos ouvir um magnífico trabalho de percussão pelas mãos do Sr. Fabian Aguirre. As vocalizações fogem para uns DEICIDE, bastante mais groove e que nos envolvem muito mais. Este, é para mim, o melhor tema do alinhamento onde podemos encontrar momentos bastante bons e interessantes nas guitarras, apesar de haver uma ausencia dum solo "brutal" para requintar a coisa. Mesmo assim posso dizer que o trabalho na bateria é um dos melhores que já ouvi.

"Doomsday X" é sem duvida um grande álbum que merece ser ouvido com muita atenção.

01. Cauterized
02. Culture of Doubt
03. Deliver My Enemy
04. Archaic
05. Buried in a Nameless Grave
06. Dawn of Defeat
07. Prelude to Doomsday
08. Upon Their Cross
09. Strength in Numbers
10. Hollowed
11. Unleash Hell
12. Bio-Terror


A minha avaliação:
8.0/10


Brett Hoffman - Vocals
Jon Rubin - Guitar
Phil Fasciana - Guitar
Marco Martell - Bass
Fabian Aguirre - Drums

[review by FR]

Domingo, Outubro 21, 2007

"Rising" review


Os CORPUS CHRISTII são, na minha modesta opinião, a melhor banda de black metal nacional. Tocam um black metal cru e frio como deve ser. Este projecto nasceu pela mente brilhante do grande N.H. que decidiu mostrar os seus pontos de vista através da música. Os CORPUS CHRISTII acabam de lançar o seu novo registo intitulado "Rising". Uma obra prima que nos deixa de boca aberta, dado o nível técnico que o envolve.

"Rising" inicia-se com uma pequena "Intro" onde podemos apreciar um belo coro. Mas o que tem de facto interesse é o que vem a seguir com "Stabbed". Eis uma malha onde podemos contar com o melhor do black metal. Um tema onde a guitarra está simplesmente brutal e o trabalho de percussão fabuloso. Uma malha muito rápida e isenta de qualquer sentimento terreno. As vocalizações estão no seu melhor, sempre rasgadas e envolventes. Estamos na presença dum instrumental simplesmente demoníaco que nos esfaqueia a alma a cada acorde debitado. "Blank Code" é um tema com um trabalho de bateria muito bom. É uma malha um pouco mais melancólica que a anterior, mas igualmente fria. Podemos encontrar várias vocalizações diferentes que dão à malha uma dinâmica muito boa. O baixo está bastante bom pois conseguimos ouvi-lo de inicio ao fim sem nunca ser abafado pelo restante instrumental. Rapidamente chega-nos o quarto tema deste alinhamento apresentado pelos CORPUS CHRISTII. "
Black Gleam Eye" que é um tema que se destaca pela vocalização inicial. Nesta malha podemos contar com um trabalho ao nível duns MARDUK ou até mesmo duns BLACK FUNERAL. A bateria está, uma vez mais, brutal sendo acompanhada por um instrumental fabuloso e muito técnico com direito a vocalizações de outro mundo. É em temas como este que nos apercebemos da genialidade do Sr. N.H.


Segue-se "The Wanderer", uma das maiores malhas do alinhamento que conta com pouco mais de 6 minutos de duração. Uma malha com uma sonoridade bastante boa, onde conseguimos ouvir todos os instrumentos duma forma clara e transparente. Podemos contar com um excelente trabalho de guitarra e uma bateria possuída pelo demo. É sem dúvida uma das melhores malhas deste novo álbum. "Torrents of Sorrow"é uma malha que nos transmite tristeza. Uma malha que penetra nos nossos sentimentos mais profundos e os transforma em lágrimas e tristeza. Somos brindados mais uma vez por um magnífico trabalho de percussão que se prende a nós como uma sangue-suga. A variação de vocalizações está brutal dando uma misticidade diferente ao tema.

O sétimo tema chama-se "
Void Revelation". Uma malha muito rápida com um trabalho de guitarra invejável acompanhado pela bateria avassaladora e pelo baixo bastante tímido. As alterações de ritmo e velocidade não afectam a consistência do tema. As vocalizações estão bastante obscuras e frias tornando este tema muito apetecível. A seguir temos "Evasive Contempt", mais um tema rápido e obscuro que nos envolve de inicio ao fim. Aqui podemos encontrar vocalizações muito fortes dignas das profundezas. É sem duvida um grande trabalho. "Evasive Contempt" retoma ritmos mais lentos e negros. O instrumental está muito bom contando com um excelente trabalho nas cordas. Esta seria a malha escolhida se tivesse a torturar alguém (lol). Gostei bastante das diferentes vocalizações aqui apresentadas. É um tema bastante envolvente e obscuro onde podemos sentir olhares por entre as sombras.

"
Untouchable Euphoria" é uma malha rápida e coesa. A bateria está muito forte acompanhando a guitarra em toda a dimensão da malha. Entramos na recta final com "Bleak Existence", uma malha rápida de puro black metal old school. As vocalizações estão muito rasgadas e muito presentes. A guitarra consegue comandar muito bem as forças do mal que a sonoridade transporta em si. Aqui apenas podemos encontrar morte, tristeza e caos. "Revealed Wounds" é o tema mais extenso deste álbum com os seus 6.30 minutos. É uma malha que entra muito bem nos nossos ouvidos e se apodera de nós e dos nossos sentimentos. Uma malha fabulosa que não necessitou que recorressem a sintetizadores para criar uma atmosfera muito obscura e frágil. A fechar o álbum temos "Outro", um trabalho muito interessante que recomendo a ouvirem.

Um álbum obrigatório para fãs de black metal extremo. Dia 2 lá estarei em Panoias (Braga) para ver como soa este trabalho ao vivo.

01. Intro
02. Stabbed
03. Blank Code
04. Black Gleam Eye
05. The Wanderer
06. Torrents of Sorrow
07. Void Revelation
08. Evasive Contempt
09. Heavenless Bliss
10. Untouchable Euphoria
11. Bleak Existence
12. Revealed Wounds
13. Outro


A minha avaliação:
9.0/10


N.H. - Guitar, Bass, Drums & Vocals
Menthor - live & studio Drums
Norgaath - live Bass

[review by FR]

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

“The Final Sign Of Evil” review


Eis uma banda que dispensa apresentações. Os SODOM nasceram em 1982 na Alemanha. Eles são das maiores bandas de thrash metal germanico ao lado dos DESTRUCTION e KREATOR. Os SODOM tocam um speed thrash metal com algunas influências de black metal. Por este fantástico colectivo ja passaram inúmeros elementos dos quais destaco Frank Godzik(ex-Kreator), Michael Wulf (ex-Kreator) falecido em 1993 e o grande Christian Dudeck (ex-Destruction e ex-Bathory). Não é à toa que o trio germânico conta já com 25 anos de carreira e com muitos trabalhos editados. Estes dinossauros (lol) do thrash metal acabam de lançar o seu novo álbum intitulado "The Final Sign Of Evil" que contém material reeditado do EP "In The Sign Of Evil" que nunca chegou a ver a luz do dia.

A primeira malha do alinhamento chama-se “The Sin Of Sodom”. Para os crentes em Deus, após ouvirem esta malha aconselho-vos a irem confessar-se... É uma malha ao bom velho estilo a que estes germânicos nos habituaram. O seu thrash metal muito old school leva-nos a passear pelas ruas da amnésia. A voz muito própria do Sr. Tom Angelripper entoa os cânticos da velha guarda duma forma estupenda. A bateria está muito ritmada e as guitarras simplesmente destrutivas. Um bom aperitivo onde podemos ver o que nos espera... “Blasphemer” é uma malha onde a guitarra reina. É um tema muito rápido onde podemos ver a verdadeira essência do colectivo germânico ao som do seu speed thrash metal. As vocalizações continuam com a assinatura do grande Tom Angelripper que possui um timbre de voz que, pessoalmente, aprecio muito. Este é sem duvida um dos melhores temas do alinhamento. Rapidamente chega-nos “Bloody Corpse”, uma malha com um ritmo muito próprio. É um tema que nos entra muito bem no ouvido e cujo refrão não nos sai da cabeça. O trabalho de percussão está, mais uma vez, fantástico onde podemos ainda contar com um excelente trabalho de guitarra, que mais parece uma metralhadora numa sessão de fuzilamento em massa. O sr. Tom Angelripper des vez surpreendeu com o seu baixo pois este encontra-se muito audível e presente em toda a malha.


Segue-se “Witching Metal”, mais um tema de speed thrash que ao vivo deve ser simplesmente brutal. Um tema que apela ao espancamento de tudo o que nos rodeia. Uma malha muito 80’s que me surpreendeu bastante. Aqui podemos ouvir riffs e solos de guitarra duma qualidade inigualável. O restante instrumental está à altura da qualidade a que este trio nos habituou. “Sons Of Hell” é uma grande malha que nos abre o espírito para a absorver. Ao ouvi-la, sentimos necessidade de a respirar e de a deixar penetrar nas nossas cavidades auditivas. É mais uma faixa com a assinatura inconfundível dos SODOM. É uma malha onde existem grandes alterações de velocidade e ritmo, nunca afetando a consistência do tema. Mais palavras para quê? A experiência e maturidade destes senhores fala por si.

“Burst Command 'til War” dá inicio com um grande trabalho nas cordas e um ainda mais surpreendente na bateria. O trabalho a cargo do Sr. Bobby Schottkowski na percussão está simplesmente brutal, dando à malha uma força extrema. Por vezes parece que o nosso coração nos quer sair pela boca da maneira que este senhor espanca a sua bateria. A seguir temos mais um excelente tema intitulado “Where Angels Die”. Uma malha com um grande trabalho de bateria no inicio absorvido rapidamente pela guitarra do Sr. Bernd Kost. As vocalizações continuam rasgadas e encaixam no instrumental como uma luva. Estamos na presença dum excelente trabalho de guitarra que não deixa ninguém indiferente. “Sepulchral voice” é mais um tema à SODOM, ou seja, mais um grande trabalho de thrash metal germânico onde podemos deliciar-nos com excelentes momentos de boa musica. A malha dá inicio pelas mão do Sr. Bernd Kost que mostra mais uma vez a sua qualidade artística. Aqui somos bombardeados com mudanças de velocidade levadas ao extremo pelo coletivo.

Em “Hatred Of The Gods”, podemos contar com um tema penetrante e onde conseguimos captar um trabalho de guitarra ímpar. Ao ouvir esta malha sentimos-nos a libertar todo o ódio que temos em nós. A bateria dá, uma vez mais, uma consistência muito grande ao tema. Quase a chegar ao fim, temos ainda “Ashes To Ashes”, uma malha à imagem de outras tantas de SODOM. Neste tema conseguimos captar um cheirinho de PUNK mas que dá uma vida diferente à sonoridade. E como os próprios SODOM dizem “ashes to ashes... and dust to dust”. Mais uma vez a bateria reina e o resto acompanha. Tempo ainda para “Outbreak Of Evil”, uma malha que nos bombardeia a mente e que nos liberta de memórias antigas. Podemos contar com um instrumental muito compacto e maduro. E finalmente chega-nos “Defloration” a fechar o alinhamento. Aqui podemos contar com o melhor que se faz no thrash metal. Uma malha que flui muito bem pelos nossos ouvidos e que não me canso de ouvir. Ao minuto 1 a velocidade explode levando-nos quase à loucura. É necessária uma breve pausa para que consigamos assimilar o resto da malha como dever ser.

“The Final Sign Of Evil” é um excelente álbum de thrash metal onde podemos descobrir algumas surpresas escondidas. Quem gosta de SODOM, então tem aqui um álbum obrigatório. As malhas são muito diversificadas nunca caindo na monotonia tornando o álbum muito bom de se ouvir.


01. The sin of Sodom
02. Blasphemer
03. Bloody corpse
04. Witching metal
05. Sons of hell
06. Burst command 'til war
07. Where angels die
08. Sepulchral voice
09. Hatred of the Gods
10. Ashes to ashes
11. Outbreak of evil
12. Defloration


A minha avaliação:
9.0/10



Tom Angelripper - Bass & Vocals
Bernd Kost - Guitar
Bobby Schottowski - Drums

[review by FR]

Domingo, Outubro 14, 2007

"Enter the Grave" review


Eis que vos apresento uma banda que me conquistou e entrou directamente para o meu TOP. Os EVILE nasceram em meados de 2004 quando quatro amigos decidiram juntar-se e criar uma obra prima. Não se deixem enganar pelo facto de ser uma banda extremamente nova dentro do movimento. O Quarteto britânico conta apenas com dois EP's, "All Hallows Eve" editado em 2004 e "Hell" editado em 2006. Os EVILE tocam um thrash metal muito old school com influências notórias de TESTAMENT, ANNIHILATOR, DESTRUCTION, KREATOR, SEPULTURA (antigo), SLAYER, METALLICA (antigo) e até mesmo OBITUARY, isto para mencionar apenas algumas influências.

Os EVILE acabam de lançar o seu álbum de estreia intitulado "Enter The Grave" que é uma pérola no meio de tantas outras edições. Confesso que fiquei muito surpreendido pela qualidade e maturidade demonstradas neste álbum.
O álbum dá inicio pela malha/titulo "Enter The Grave", uma malha de autentico speed thrash metal onde somos maravilhados por riffs cortantes e pela magnífica voz do Sr. Matt Drake. As alterações de ritmo e velocidade não afectam a consistência da malha onde não ficou esquecido um magnífico solo de guitarra. Podemos também contar com um excelente trabalho no baixo. Nesta malha notamos claramente influências de SLAYER e de DESTRUCTION. "Thrasher" inicia-se com um trabalho de baixo simplesmente brutal. O Sr. Mike Alexander sabe mesmo tocar. A percussão está a cargo do Sr. Ben Carter que também não fica nada atrás, tornando a malha num muro massivo e difícil de ser ultrapassado. Mais uma vez temos uma voz muito thrashada e limpa acompanhada por vezes por pequenos coros. O trabalho de guitarra está simplesmente fabuloso e muito old school. Esta é sem duvida uma das melhores malhas do álbum.


Segue-se "First Blood", uma malha com um ritmo que entra bastante bem nas nossas cavidades auditivas. Nesta malha conseguimos, mais uma vez, encontrar influências dos grandes DESTRUCTION. As duas guitarras encaixam muito bem uma na outra, dando uma dinâmica ímpar ao tema. Confesso que após ouvir estas três malhas iniciais, já estava completamente rendido ao álbum...
"Man Against Machine" é o tema que se segue, onde somos surpreendidos por uma entrada encantadora. Um óptimo trabalho de guitarra e baixo que nos hipnotiza ao soar dos primeiros acordes. Neste tema encontramos influências de TESTAMENT e METALLICA mas apesar disso, não deixa de ter a marca muito pessoal dos EVILE. Ao minuto 2 a malha explode numa rapidez extrema consumindo-nos todos os neurónios dos nossos cérebros para processar toda aquela informação. O instrumental está muito consistente e maduro. Nota-se que não são apenas putos a tocarem musica. Estes senhores sabem muito bem o que fazem. Somos mais uma vez brindados por excelentes passagens de guitarra incluindo um curto solo que só peca por não ser mais longo.

"Burned Alive" é a quinta faixa deste magnífico álbum. Uma malha muito forte liricamente e onde podemos contar com um grande desempenho do Sr. Matt Drake. Mais uma vez somos brindados por bons momentos nas cordas, cortesia dos Sr. Matt e Ol Drake. A seguir temos "Killer From The Deep", uma malha de bom speed thrash metal com um baixo muito audível e presente. Neste tema somos bombardeados pela frieza do colectivo britânico. Eles expelem toda a sua raiva nos nossos tímpanos de uma forma brutal. O solo está simplesmente belo e penetrante captando a nossa atenção duma forma inexplicável. "We Who Are About To Die" é um tema com uma entrada inteligente onde eles utilizam uma entrada calma e mais melancólica. Aqui podemos, uma vez mais, ouvir um excelente instrumental cheio de guitarras simplesmente histéricas e contagiantes acompanhadas pela bateria incansável do Sr. Ben Carter... quase 8 minutos de puro prazer.

Chega-nos "Schizophrenia" que é uma malha bastante rápida ao bom estilo de SLAYER. A bateria está simplesmente fabulosa de inicio ao fim. A mudança de ritmo e sonoridade é inteligente acabando por dar um toque especial ao tema. O solo continua à imagem de todos os outros, simplesmente brutal e no sitio certo. Quase a terminar temos ainda "Bathe In Blood", um tema simplesmente viciante que nos envolve calorosamente e onde podemos gritar alto e em bom som "bathe in blood!!!!!". O baixo está fabuloso neste tema, comandando e bem as suas tropas (leia-se: restante colectivo). Finalmente chega-nos "
Armoured Assault", uma malha que me faz lembrar os velhinhos SEPULTURA nos seus anos de ouro. Uma malha com um ritmo acelerado e cheio de força. O coro torna esta malha um pouco mais intima e acessível. Como seria de esperar somos uma vez mais brindados por um instrumental de luxo.

"Enter The Grave" é um álbum de puro thrash, envergonhando muita banda por esse mundo fora. Aqui podemos encontrar todos os elementos necessários para um álbum de thrash metal. É, de facto, uma pequena obra-de-arte... apenas espero que os EVILE continuem a brindar-nos com trabalhos deste nível.

01. Enter the Grave
02. Thrasher
03. First Blood
04. Man Against Machine
05. Burned Alive
06. Killer From The Deep
07. We Who Are About To Die
08. Schizophrenia
09. Bathe In Blood
10. Armoured Assault




A minha avaliação:
9.5/10


Matt Drake - Guitar & Vocals
Ol Drake - Guitar
Mike Alexander - Bass
Ben Carter - Drums

[review by FR]

Sábado, Outubro 13, 2007

"Rise Of The Tyrant" review


Nascidos na Suécia em 1996 pelas mão do Sr. Michael Amott, ex guitarrista dos lendários CARCASS, os ARCH ENEMY contam já com uma dezena de edições. São uma das bandas com maior projecção no tão conhecido movimento NWOSDM, onde apresentam, álbum após álbum, o melhor do seu melodic death metal. O primeiro álbum do colectivo sueco viu a luz do dia no ano de 1996. Nascia assim uma das mais carismáticas bandas do movimento com "Black Earth". Seguiram-se "Stigmata" em 1998 e "Burning Bridges" em 1999 que são, na minha opinião, os melhores álbuns dos ARCH ENEMY.

O quinteto sueco acaba de lançar o seu novo trabalho intitulado "Rise Of The Tyrant" que veio dar uma nova energia ao movimento. O álbum inicia-se com "Blood On Your Hands", uma malha que começa logo a devastar as nossas cavidades auditivas duma forma poderosa e constante. Mais uma vez podemos contar com a voz gutural da Sra. Angela Gossow, apesar de, na minha opinião, a voz do grande Johan Liiva (ex Arch Enemy, Carnage, Furbowl e NonExist) ser uma voz que acenta muito melhor neste tipo de sonoridade. As guitarras continuam muito técnicas e poderosas, conseguindo fustigar as nossas mentes de inicio ao fim da malha onde podemos ainda deliciar-nos com grandes solos e riffs. A seguir temos "The Last Enemy" onde Angela leva a sua voz ao extremo. É uma malha muito mais ritmada e harmónica. Neste tema podemos contar com um excelente trabalho do grande Sharlee D'Angelo (ex Mercyful Fate ex King Diamond e Spiritual Beggars). Neste tema podemos ainda contar com uma parte mais calma acompanhada por uma guitarra muito old school ao nível duns SCORPIONS.



"I Will Live Again" é o terceiro tema deste álbum, uma malha com um ritmo contagiante e muito matemático. Neste tema podemos contar com um excelente trabalho de percussão, pelas mãos e pés (lol) do grande Daniel Erlandsson (ex-In Flames, Eucharist e ex-Carcass), irmão do tão conhecido Adrian Erlandsson (primeiro baterista dos Cradle Of Filth e dos At The Gates). Mais uma vez estamos na presença dum óptimo baixo, muito activo e audível dando uma força incrível à sonoridade onde as guitarras reinam. "In This Shallow Grave" é uma malha devastadora onde podemos contar com o que de melhor se faz na cena melodic death metal. Mais uma vez estamos na presença dum fantástico trabalho de percussão. Conseguimos ouvir perfeitamente as duas guitarras a competirem, duma forma saudável está claro, pela liderança. A voz de Angela Gossow continua ao nível do trabalho que ela tem vindo a desenvolver encaixando muito bem no instrumental. Neste tema conseguimos captar excertos instrumentais parecidos tirados duma qualquer banda de heavy metal dos anos 80. Uma óptima surpresa...

Segue-se a malha/titulo "Rise Of The Tyrant", com uma entrada fabulosa seguida dum instrumental simplesmente devastador. Esta é uma das melhores malhas do alinhamento apresentado pelo quinteto sueco. Neste tema conseguimos captar um cheirinho de progressive death metal. Podemos contar com um dueto brutal de guitarra acompanhado pela bateria demoníaca que mais parece uma bomba relógio prestes a explodir. "The Day You Die" é uma malha que nos transmite uma série de sentimentos. Um dos temas mais melódicos do alinhamento onde podemos deliciar-nos com um excelente trabalho no baixo. É uma malha bastante sóbria e que nos mostra a maturidade alcançada pelo colectivo nestes 11 anos de carreira. Chega-nos "
Intermezzo Liberte", um tema simplesmente belo onde temos uma guitarra acústica acompanhada por uma guitarra à SCORPIONS. Um tema intemporal, que nos leva do presente para o passado e nos traz de volta ao presente. Um excelente trabalho dos Srs. Michael e Christopher Amott.

Entramos na recta final com "Night Falls Fast", uma malha com uma sonoridade muito própria, onde podemos contar com vocalizações rasgadas e instrumentalizações poderosas que abrem as portas para "The Great Darkness". Eis uma malha bastante rápida que conta com excelentes coros a requintar a sonoridade. É um tema estranho mas que se entranha de cada vez que o ouvimos. E finalmente chega-nos "Vultures", o tema mais longo do alinhamento com cerca de seis minutos e meio. É uma malha muito melódica onde podemos contar com varias vocalizações. As guitarras continuam muito coesas acompanhadas pelo resto do instrumental que acaba duma forma muito suave ao som de piano.

Em suma, "Rise Of The Tyrant" é um óptimo álbum de melodic death metal, apesar de preferir ouvir na voz o Sr. Johan Liiva. Neste álbum podemos ouvir uma grande dupla de guitarra, uma das melhores no movimento. Fica aqui mais uma sugestão.

01. Blood On Your Hands
02. The Last Enemy
03. I Will Live Again
04. In This Shallow Grave
05. Revolution Begins
06. Rise of the Tyrant
07. The Day You Died
08. Intermezzo Liberte
09. Night Falls Fast
10. The Great Darkness
11. Vultures



A minha avaliação:
8.5/10


Angela Gossow - Vocals
Michael Amott - Guitar
Christopher Amott - Guitar
Sharlee D'Angelo - Bass
Daniel Erlandsson - Drums

[review by FR]

Quinta-feira, Outubro 11, 2007

"The Physics Of Fire" review

Eis mais uma banda de melodic death metal cristão. Os BECOMING THE ARCHETYPE, nasceram em Atlanta (Georgia EUA) em 1999. O quarteto norte-americano toca um progressive melodic death metal mas iniciaram-se no metalcore ainda sob o nome THE RAMNANT. Estes senhores contam com quatro álbuns editados, dois dos quais sob a antiga designação. Após a mudança de nome, estes senhores lançaram "Terminate Damnation" em 2005 e "The physics of Fire" acabado de lançar.

"The Physics Of Fire" é um álbum com uma componente melódica e progressiva bastante vincada. O álbum inicia-se com um fantástico som de cravo, mas depressa este som tão requintado e clássico é absorvido pelo restante instrumental. As vocalizações estão muito death metal, embora muito longe dum brutal death. Por vezes somos surpreendidos por coros limpos, muito breves, mas que encaixam muito bem. O instrumental está muito rápido e nota-se um grande trabalho de estúdio por trás. "Immolation" é uma malha mais forte, deixando o colectivo exprimir a sua raiva e afirmarem-se duma forma bastante coesa. O trabalho das guitarras está muito bom, onde podemos ouvir um grande solo e onde vemos até onde estes senhores conseguem ir no progressive metal. É sem dúvida uma das malhas mais progressivas no alinhamento apresentado e notam-se claramente influências de OPETH neste tema.


Segue-se "Autopsy", uma malha bastante rápida no inicio onde podemos contar com uma bateria devastadora. Aqui conseguimos ouvir claramente as duas guitarras e conseguimos ainda deliciar-nos com o fantástico trabalho de percussão a cardo do Sr. Brent. Somos ainda surpreendidos por vozes mais limpas que mostram o lado mais sóbrio do colectivo. Mais uma vez podemos contar com um bom trabalho nas cordas a cargo dos Srs. Alex e Seth. "The Great Fall" é uma malha muito coesa onde podemos contar com uma sonoridade muito compacta. As vocalizações estão muito boas e conseguimos notar um dinamismo e uma flexibilidade bastante boa na colocação da voz. Mais uma vez estamos na presença de uma malha muito progressiva. A seguir temos um tema totalmente instrumental intitulado "Nosturne", uma malha muito boa e que se consome cada pedacinho com grande atenção.

"The Monolith" é uma malha com uma componente melódica bastante presente onde podemos contar com duas guitarras cortantes no inicio da malha. As vocalizações continuam ao nível desejado e o instrumental surpreendente. Mais uma vez conseguimos sentir uma pitadinha de OPETH nas suas cordas... mas nunca deixando de ser um trabalho com uma identidade muito própria.Chega a vez de "Construct And Collapse", uma malha onde gostei do trabalho de abertura. Uma sonoridade muito clássica no inicio mas que rapidamente é absorvida pela componente death metal do colectivo norte-americano. As vocalizações e o instrumental envolvem-nos duma forma bastante boa ao longo de quase 5 minutos. Neste tema somos brindados por um trabalho de guitarra fabuloso muito old school. "Endure" é uma malha mais obscura onde podemos contar com um grande trabalho do quarteto norte-americano e onde conseguimos ouvir influencias passadas (leia-se metalcore) do colectivo. Mesmo assim podemos contar com uma malha bastante coesa e complexa.

Entramos na recta final do álbum com "Fire Made Flesh", um tema muito progressivo onde temos um excelente trabalho nas cordas e na percussão. Um tema com um ritmo estranhamente contagiante e que penetra muito bem no ouvido. "Second Death" é uma malha com uma entrada mais calma, onde somos surpreendidos pela voz limpa do Sr. Jason. Um tema de verdadeiro melodic death metal, onde se sente uma pitadinha de metalcore. Não deixa de ser uma malha muito interessante e dinâmica. Gostei imenso do trabalho de guitarra apresentado nesta faixa. E finalmente chega-nos "The Balance Of Eternity", uma malha muito compacta onde podemos contar com um grande instrumental. É uma malha onde se destaca o piano e uma sonoridade a meio tempo. Uma boa maneira de fechar este trabalho.

"The Physics Of Fire" é um álbum que deixa transparecer as influências metalcore iniciais que a banda tinha, mas que até dão um toque especial ao produto final. É um trabalho de progressive death metal apetecível cheio de solos e excelentes arranjos de bateria.

01. Epoch Of War
02. Immolation
03. Autopsy
04. The Great Fall
05. Nocturne
06. The Monolith
07. Construct And Collapse
08. Endure
09. Fire Made Flesh
10. Second Death
11. The Balance Of Eternity



A minha avaliação:
8.0/10


Jason Wisdom - Bass & Vocals
Alex kenis - Guitar & Vocals
Seth Hecox - Guitar & Keyboard
Brent Duckett - Drums

[review by FR]

Domingo, Outubro 07, 2007

"Theatre Of The Damned" review

Quem nunca ouviu falar duma lenda chamada BLITZKRIEG? Pois é, estes senhores acabam de lançar o seu novo trabalho... e que trabalho! Os BLITZKRIG, para quem não sabe, são uma banda de heavy metal (nwobhm) que surgiu em meados de 1980 em Leicester (Inglaterra). O seu primeiro trabalho foi lançado em 1985 e chama-se "A Time Of Changes". Pelos BLITZKRIEG passaram muitos músicos, doze guitarristas, nove baixistas e dez bateristas. Apesar da sua longa e atribulada carreira com muitas paragens, os BLITZKRIEG contam com nove álbuns de estúdio.


O álbum inicia-se com a malha/titulo "Theatre Of The Damned", uma malha com uma entrada fabulosa e que nos transporta de imediato para um mundo à parte chamado "Theatre Of The Damned". As vocalizações são por definição heavy metal e acompanhadas por um instrumental também ele muito heavy. É um tema que entra bem no ouvido e que nos faz relembrar velhas bandas como SAXON, IRON MAIDEN e até BLACK SABBATH, onde não ficou esquecido um fabuloso solo de guitarra. A seguir temos "The Pahntom", uma malha com um instrumental bastante coeso onde somos brindados por pequenos riffs e pela voz do inconfundível Brian Ross. O trabalho de guitarra está, uma vez mais, fantástico com mais um solo da "velha guarda".


Segue-se "Devil's Spawn", uma malha com um instrumental muito old school, cheio de riffs e uma bateria muito presente e técnica. Não se perdia nada se dessem um pouco de mais velocidade à malha. Ao minuto 2 somos surpreendidos por uma mudança brusca de ritmo e sonoridade mantendo a coesão da malha intacta. Somos brindados mais uma vez por um solo brutal e muito técnico, fazendo lembrar uma qualquer banda de hard rock dos anos 80. "My Life Is My Own" é uma malha com um ritmo contagiante que nos delicia os tímpanos ao soar das primeiras notas. É sem dúvida, uma das melhores malhas do alinhamento apresentado. Mais uma vez somos surpreendidos por uma sonoridade muito old school. Um tema com um solo brutal, cheio de riffs e vocalizações ao nível das melhores bandas do género. É sem duvida uma grande malha de heavy metal.

"Spirit Of The Legend" é uma malha com uma sonoridade mais melódica inicialmente, aproximando-se um pouco do que se faz no melodic power metal. As guitarras encaixam uma na outra muito bem e a bateria está simples mas com uma eficácia avassaladora. É uma malha que nos transmite boas sensações. A seguir temos "The Passion", um tema totalmente instrumental onde somos brindados por um magnífico trabalho de guitarra. "Into The Light" é um tema com uma sonoridade muito boa e gostei em especial das vocalizações muito dark metal. A guitarra encaixa muito bem neste tema, envolvendo-nos de inicio ao fim. É sem duvida um grande tema, cheio de sentimento e paixão.

"Torture Souls" é uma malha cheia de energia que nos contagia de inicio ao fim. O baixo está no seu melhor e é acompanhado por um instrumental muito coeso. As vocalizações acompanham todo o ritmo de inicio ao fim. O solo mais uma vez está fantástico apesar de curto. Quase no fim podemos contar com "Together We Are Strong", uma malha com uma sonoridade bastante fluida onde a bateria desempenha um trabalho excepcional e as vocalizações estão muito limpas. Mais uma vez sou da opinião que a malha deveria ter um ritmo mais acelerado, tipo IRON MAIDEN, onde somos bombardeados por todos aqueles acordes duma maneira fantástica.
As guitarras estão, como no resto do álbum, muito boas tornando o álbum apetecível de ser ouvido novamente. Finalmente chega-nos "Night Stalker", uma malha onde o baixo e os seus graves reinam. Um tema com uma sonoridade muito própria e inconfundível.

"Theatre Of The Damned" é sem dúvida mais um grande álbum dos britânicos
BLITZKRIEG. Um álbum de heavy metal com influências de hard rock dos anos 80. Existem ainda duas malhas bónus que recomendo que ouçam com muita atenção. "Theatre Of The Damned" é um álbum obrigatório para amantes do tão conhecido e exclusivo movimento NWOBHM.

01. Theatre Of The Damned
02. The Phantom
03. Devil's Spawn
04. My Life Is My Own
05. Spirit Of The Legend
06. The Passing
07. Into The Light
08. Tortured Souls
09. Together We Are Strong
10. Night Stalker



A minha avaliação:
8.0/10


Brian Ross - Vocals
Ken Johnson - Guitar
Paul Brewis - Bass
Guy laverick - Guitar
Phil Brewis - Drums

[review by FR]

Sábado, Outubro 06, 2007

The Ladder @ El Diablo Club



5 de Outubro de 2007

Mais uma noite dedicada ao metal nacional mais underground onde podemos ver THE END GATE, EAK e claro, os THE LADDER. O palco escolhido para este concerto foi o EL DIABLO CLUB, espaço dedicado 100% à música dita extrema, designada por barulho para algumas almas menos normais, localizado no centro da grandiosa cidade do Porto.


[The End Gate]

Tiago - Vocals
Pedro - Guitar
Johnny - Guitar
Gustavo - Bass
Hugo - Drums


Coube aos THE END GATE abrirem o concerto dessa noite. O colectivo tripeiro veio mostrar ao publico ali presente o seu thrash metal, embora ao vivo tenha soado mais a um death metal. Estes senhores encontram-se a preparar o seu primeiro EP. Confesso que fiquei curioso e espero poder ouvir o trabalho de estúdio em breve. Para quem gostar de ver ou rever os THE END GATE ao vivo, poderá fazê-lo dia 26 de Outubro no festival GAIA EM PESO FEST.

[EAK]

Paulo - Vocals
Carlos - Guitar
Jorge - Guitar
Hélder - Bass
Ricardo - Drums

http://www.myspace.com/muzeak

De S. João da Madeira vieram os EAK, colectivo que debita um hardcore bastante coeso e tradicional. Os EAK contam já com dois trabalhos editados, "3 Steps To" EP lançado em 2003 e o LP "Musclecore" lançado este ano. Apesar de não ser grande fã deste tipo de som, gostei do que ouvi e espero revê-los dia 27 de Outubro no GAIA EM PESO FEST. Os EAK nasceram em meados de 2001 e espero que continuem por muito mais anos entre nós.

[The Ladder]

Ruben - Vocals
Tiago - Guitar
Jeremy - Guitar
Samuel - Bass
Ita - Drums

http://www.myspace.com/beyondtheladder

Finalmente subiam ao pequeno palco do EL DIABLO CLUB os tão aguardados THE LADDER. O quinteto lisboeta encontra-se a promover os seu último trabalho intitulado "The Mindless And Complete Stain"
(review). Os THE LADDER tocam um death grindcore, e posso dizer que são uma das melhores bandas nacionais dentro do género. O publico ali presente foi brindado por uma fantástica actuação por parte do quinteto lisboeta, apesar dos problemas técnicos ocorridos durante o primeiro tema. Estes senhores mostraram o seu grind mais puro e muito bem tocado, onde se notou claramente a maturidade e profissionalismo alcançados pelo colectivo. Os THE LADDER irão apoiar ainda os INHATRED nos diversos concertos programados para Portugal que irão decorrer no próximo mês.